Inicio

domingo, 4 de abril de 2010

PENSANDO NO AMANHÃ

Hoje acordei com vontade de escrever. Fazia tempo que não passava por aqui. Fazia tempo que não tinha tempo nem mesmo para mim (e na verdade continuo ainda não tendo). Mas hoje, resolvi escrever essa postagem, de modo a explicitar toda a minha felicidade pelo momento tão maravilhoso em que me encontro. Embora ainda esteja em fase de aprendizagem e adaptação com relação a essa nova fase da minha vida, me sinto extremamente feliz! Feliz pelos meus resultados, feliz por minhas escolhas, feliz por tudo que está me acontecendo.

Hoje, me vejo uma pessoa mais sensata e muito pensativa. Enxergando tanto a próxima parada quanto a estação final.

Às vezes me pergunto se isso tudo vai durar por muito tempo, e logo me vem a resposta: NÃO! Já vejo, num futuro próximo (muito próximo mesmo), decisões perigosas que terei que tomar. Mas, é assim mesmo. O importante é que ainda tenho um sonho a buscar. Utopia? Não! Determinação! Mas, enfim, essas “decisões” acontecerão num tempo determinado por Deus, não por mim. Por isso, vou aguardar e cumprir com todas as minhas responsabilidades diárias com muito amor e dedicação.

Hoje, me vejo uma pessoa mais sensata e muito pensativa. Enxergando tanto a próxima parada quanto a estação final. Me sinto realizado por estar cursando Farmácia. O que querer mais? Meus sonhos realizar. Então, estaria eu no caminho certo? Sim, pois me sinto realizado, mas não em minha totalidade, o que é normal, já que sonhos realizados em sua totalidade fazem-nos perder o sentido da vida.

Ainda busco medicina, pois é um sonho que trago desde criança. E é por isso que estou tomando algumas decisões “perigosas”. Espero que tenha o apoio de meus amigos e da minha família, uma vez que é muito difícil fazer o que estou fazendo. Mas, como já disse uma vez em uma dessas minhas postagens, não me cansarei nunca enquanto não realizar o meu maior sonho e se para realizá-lo é necessário tomar decisões “perigosas” eu tomarei. Sou ciente de que minhas atitudes refletirão no profissional que desejo ser. Vou em frente! Embora ainda sem um foco definido, pois estou servido a dois deuses (por enquanto), me encontro numa situação desconfortável, mas, brevemente tomarei a decisão sábia de valorizar o que sempre valorizei: meus estudos e, hoje, minha faculdade! Só assim terei a certeza de que daqui a uns cinco ou seis anos, a sociedade ganhará mais um profissional que estará comprometido com ela e com seus problemas, de modo a querer dá sua contribuição para minimizá-los e tentar resolvê-los. É isso, ufa!!! Fazia tempo mesmo que eu não passava por aqui.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O TEMPO NÃO PERMITE VOLTAS

Os melhores momentos de nossa vida parecem se passar de repente: a formatura, a chegada de um ente querido, aquela festa na casa do vizinho, aquele encontro entre amigos, aquele grande amor. Ah como é bom relembrar. Como é saudável a vontade de repetir. As etapas de nossa vida estão inseridas numa grande circunferência regida pelo tempo, que não permite voltas. O que fazemos ou deixamos de fazer fica registrado na história, na linha do tempo. O olhar que flechamos, o mendigo que ignoramos, o beijo que não beijamos, o livro que fechamos, o abraço que não abraçamos, a coragem perdida, aquela voz que não falou, o silêncio que condenou.

O tempo não permite voltas! Por isso, como dizia Shaskespeare, “plante seu jardim, antes de esperar que alguém lhe traga flores.” O que nos cabe é aproveitar e explorar ao máximo a essência da vida: viver, viver com amor,muito amor. E se pudermos, nessa essência, lançar uma mão amiga ou então um sorriso ao próximo, melhor ainda. Às vezes somos tão insensíveis que não percebemos o escuro que nos ronda. Aquele amigo tão próximo, mas tão distante, que na verdade só precisa de nossa verdadeira atenção.

Quando olhamos para trás nos damos conta do quanto nos foi difícil chegar onde estamos. Enxergamos uma infinita escada inclinada ao máximo, colocada ali por alguém que tinha a certeza de que seríamos capazes de prosseguir por ela até o fim, apesar de todas as dificuldades que encontraríamos a cada degrau. E prosseguimos. Aqui estamos. Ainda falta muito. Talvez pouco. Mas com certeza ainda tem degrau para ser tocado.

"O tempo não permite voltas! Por isso, como dizia Shaskespeare, 'plante seu jardim, antes de esperar que alguém lhe traga flores.' O que nos cabe é aproveitar e explorar ao máximo a essência da vida: viver, viver com amor, muito amor."

O segredo para chegar onde chegamos é a sabedoria e, antes de tudo, acreditar em si mesmo e no outro, além de fazer as coisas com muito amor. Sendo assim, as etapas de nossa vida podem ocorrer com menos falhas e com mais acertos.

Acreditar num mundo melhor não é utopia quando fazemos nossa parte. Fazer bem ao próximo, olhar para quem não é visto, escutar a quem não é escutado. A idéia de ficar parado no tempo e não aprender com a própria história, não pode existir. Ela é vaga. Então procuremos aprender nesse novo ano que já começou que o amor é o verdadeiro sentido da vida. Com ele não há condenação, mas sim o perdão. Não se permita repetir a mesma história. Deixe-a apenas como lembrança, saudável lembrança. Porque na verdade você já sabe o final. Não se condene a deixar que a certeza do futuro estrague o seu presente ou abale a lembrança do seu passado. Viva. Corra atrás de quem você ama. Valorize a pessoa que existe em você e a seus amigos. Deixe seu coração falar, quando perceber que razão foge da ética do amor. Não deixe quem ou o que você ama fugir. Lembre-se: o tempo não permite voltas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CABISBAIXO

Meu reológio biológico está alterado. As noites são os dias e os dias.. os dias! Já me acostumei! Faz parte da minha ROTINA! Uma rotina cansativa a qual eu me submeto não para me autoflagelar, mas sim para não fugir das minhas responsabilidades para com a pessoa que está dentro de mim.

Eduardo Leite do Canto, autor de vários livros de Química, dos quais dois eu estou estudando, é meu fiel escudeiro! (Ele pode até nem saber que eu existo, mas assim o considero). Isso porque já me acostumei a ler seus livros, especialmente os de Química para o Ensino Médio, nesses meus cíclos de leitura na maioria das madrugadas em que me falta o sono (quase sempre). Leio Drummond também, mas só quando não chego muito legal da escola. Ou então qunado não estou bem comigo mesmo. Quando isso ocorre, já é de prache: alcanço o livro na parte de cima do meu guarda-roupas e começo a lê aquelas poesias as quais na noite anterior já havia lido. Tudo isso para tentar esquecer algumas situções que me ocorreram naquele dia.

Sinto que extrapolei quando passei quase que 20h acordado. No entanto, o que posso fazer se não me dá sono? Os pensamentos vem e vão num zigue-zague constante. Penso em tudo e em todos - quer dizer, no que me vem em mente. Ultimamente tenho tido noites muito frias. Não pelo fato de estar chovendo ou de coisa parecida, mas sim porque tenho me sentido muito só, muito isolado de tudo e de todos. Minhas madrugadas parecem vazias. E só não são porque eu tenho o meu fiel escudeiro Eduardo Leite do Canto e Drummond para me escutar. Quando leio aquele livro de química esqueço de tudo. Quando leio Drummond, lembro-me de nada, apenas que eu também posso viver.
"A nossa vida é uma metáfora. Metáfora é a nossa vida. Que bom que assim é, porque só assim podemos dá vários sentidos à seta que parace já está bem apontada!"

Cansado é pouco. Estressado - isso para mim não existe! Estou mesmo é precisando parar e pensar na pessoa que existe dentro de mim: eu mesmo! Esses últimos meses, para mim têm sido de bastante correria. São tantos problemas, tantos que vocês não podem nem imaginar. No entanto, o que fazer? Todos nós passamos por situações extremamente difíceis, nem que seja pelo menos uma vez em toda nossa existência. O que vai nos dizer sobre o que ocorrerá será nossa postura quanto indivíduos com nós mesmos e com os outros. O pontapé inicial só depende de nós mesmos. A verdade é que, às vezes eu encontro problemas onde eles não existem. O bom disso tudo é que eles não me transpassam. Eu não os permito, afinal: ninguém tem a ver com eles, apenas eu, somente eu.

O bom disso tudo é que a todo transtorno se provém uma nova experiência. Não há desafios sem lições. Você sempre consegue aprender algo. Você sempre se torna mais maduro. As decisões que tomamos em nossa vida, em nosso dia-a-dia, podem não ser as melhores, em determinado contexto, mas satisfazem o que nosso corção reclama naquele momento. O problema é, depois, saber lidar com as consequências que essas decisões acarretam. Ouvir o coração é o melhor caminho. Mas nem smpre o melhor caminho é aquele que deveríamos percorrer. São as metáforas da vida. A nossa vida é uma metáfora. Metáfora é a nossa vida. Que bom que assim é, porque só assim podemos dá vários sentidos à seta que parace já está bem apontada!

Hoje eu mesmo me confundi! Estou cansado e extremamente cabisbaixo. Que tal lê "As sem-razões do amor"? Pois é, ainda bem que Drummond está bem aqui!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PERCEPÇÃO

Noite chuvosa. Noite fria. Noite longa! As horas se passam muito devagar. Quase não passam! É uma ótima oporunidade para desabafar... Há uma semana, tive uma reviravolta em minha vida. Foi muito rápido. Sabe aquelas mudanças repetinas? Pois é, foi o que aconteceu comigo. Voltei a um ciclo o qual sempre me pertenceu. Voltei às minhas origens. A minha infância, voltei a mim mesmo. Estive nesses últimos tempos sonhando demais, acreditando demais em palavras falsas as quais eu queria porque queria torná-las, sob minha interpretação, verdadeiras. Masnão eram. Puras utopias.

Tenho me dedicado - bastante aliás, a minha formação como pessoa, como adulto, como ser humano. As horas de estudo diurno e noturno me ajudam a esquecer a mágoa do que se passou. Drummond me tira o peso da consciência quanodo estou atordoado. Choro, olho minha imagem no espelho e não consigo imaginar o porquê de tanto orgulho, se na verdade quem me domina é o coração. O silêncio é uma espécie de melhor amigo que me contou um segredo o qual não pode ser revelado a ninguém. Niguém mesmo. É coisa de vida ou morte! É por isso que guardo algumas situações somente com meu eu... tenho medo que o silêncio jamais me perdoe.
"fecho os olhos e tento esquecer que eu sou eu. Não consigo! É impossível!"

Quem me vê, as vezes pensa que sou um louco: e sou mesmo! Me orgulho disso! Me orgulho de conseguir não expor para fora o que não deve ser dito. Afinal: tem horas que "certas" palavras não são adequadas e podem ferir alguém. Ontem, num dos corredores da escola, durante minha ida ao bebedouro, uma amiga minha me parou e me perguntou: "Paulo, você está ficando doido! Relaxe, você tá precisando descançar um pouco, não?" Essa indagação - inocente, mas bastante profunda, nessa situação - foi comigo para casa. Foi uma noite em que eu não consegui dormir direito. Era muita coisa na minha cabeça. Muita mesmo! Trabalhos, provas, monitorias, revisões, louça, varrer, enxugar, digitar, reclamar (da operadora de celular, que vive me deixando na mão)... e tudo isso se repete dia a dia. Já me acostumei. Mas não quero aceitar.

A rotina me pegou! As responsabilidades só vêm aumentando e assim, vou me pondo à prova sobre mesu próprios limites. Sempre falo para meus amigos mais próximos que nós devemos nos esforçar. Nos esforçar ao máximo para alcançar nossos objetivos. Mas nunca os aconselho a esquecer de si mesmos. É isso que acontece comigo. É algo incontrolável: o meu esquecimento para com mim mesmo. Ontem mesmo acordei "ariado" (como diz minha mãe). Acho que estou chegando aos meus limites. E já vejo mais uma guerra: uma guerra para superá-los. Fosse só isso, ainda tem os problemas do coração. Esses aí... hum, sei não viu?! Cada uma... rsrsrs (só para descontrair).

Nuca me senti tão feliz como me sinto agora, apesar de tudo o que se passa. Mas minha vida sempre foi assim mesmo. Uma correria e tanto. Não estou aproveitando o que deveria aproveitar, mas... tudo tem seu preço, nada cai do céu quando se faz apenas esperar. O suor é sinônimo de esperança e de perspectiva, por mais ínfimas que sejam. Quem procura, não se perde, dizia meu avô. Por isso não sou de ficar só na plateia. Gosto do palco mesmo, sem ser estrela, faço minhas proposições e ponho a mão na massa, sempre contando com a ajuda daqueles que nunca me abandonaram e que sempre estão dispostos a vencer quando a luta é mais difícil. (...)

Finalizando, fecho os olhos e tento esquecer que eu sou eu. Não consigo! É impossível!

domingo, 16 de agosto de 2009

ADEUS JEDDINHO

Acabo de receber uma notícia que não queria receber nem aceitar! Estava, há pouco tempo (passava das duas horas) deitado em minha cama descançando após o almoço, quando a porta do meu quarto se abre repetinamente. Era minha mãe: "Paulinho, Jeddinho faleceu." Peço licença à família dele para poder aqui deixar meus sentimentos sobre sua ida. Sua ida à eternidade. Ele nos deixou. Já estava numa guerra faz uns meses contra uma doença a qual sua cura é um grande desafio para a medicina: o câncer. Doença que mata sem piedade e que dá poucas esperanças de cura, muito poucas mesmo, quando diagnosticada tardiamente. Esse foi o seu caso!

Lembro-me das brincadeiras as quais eu, ele e seus irmãos brincávamos, quando crianças lá no quintal ou então na rua, em frente às nossas casas, já que éramos vizinhos. Ele sempre fazia o papel do mais forte, do heroi, do susserano. Brincávamos muito. Muito mesmo. Jogamos muitas vezes video-game: Mário era um preferdio nosso. Lembro das brigas, dos confrontos, das pazes e tal. Ele era uma pessoa muito querida por seus amigos e sua família. Às vezes nós até nem demonstrávamos isso, mas, o amávamos muito. E ainda amamos, mais ainda! Só que agora, o que nos restará é a dor da suadade. Suadade de quem nos deixou, sem sequer permitir um Adeus. Mas, é isso mesmo. Ninguém sabe ao certo o dia que nosso Senhor irá nos chamar. O tempo é quem ficará com essa responsabilidade.

A vida passa, caminha em ciclos. Alguns conseguem aumentar o comprimento da circunferência. Outros: infelizmente até que tentam, mas... Deus os chamam. Nossa vida aqui é passageira. Estamos por aqui para executar alguma missão, que até para nós mesmos é oculta. Jeddinho deve ter executado a dele. Nos tornou pessoas felizes com as suas "maluquices de criança". Coma sua imaginação fértil e convencedora. Brincamos muito. Ele me deixará muitas saudades.
"Vai com DEUS JEDDINHO. Nós te amamos muito. Tenho certeza que o Céu hoje tem mais um motivo para alegria: mais um anjinho entre eles. ADEUS. MUITAS SAUDADES DE VOCÊ."

Por fim, queria deixar nosso diálogo quando o vi no ônibus, se não me falha a memória na quarta-feira passada, no caminho parea escola:

Eu: "Êta! Tá é grande em rapaz. Daqui a pouco vai passar do meu tamanho"
Ele: (sorriso de criança) "É..."
Eu: "Tchau, Jeddinho!"
Ele: "Tchau".

No dia ele vinha com sua mãe, no ônibus, certamente de mais uma sessão de quimioterapia. E eu... eu estava a caminho da escola.

Vai com DEUS JEDDINHO. Nós te amamos muito. Tenho certeza que o Céu hoje tem mais um motivo para alegria: mais um anjinho entre eles. ADEUS. MUITAS SAUDADES DE VOCÊ.

Com muita tristeza recebi essa notícia. E com muita tristeza me despeço de vocês nessa postagem inesperada,
Paulo César

O PAULO HONÓRIO

Com a maturidade foi ficando mais fácil para mim identificar as fases da minha vida. Os ciclos se sucedem, assim como as estações do ano. Ao fazer tal constatação, que hoje me parece tão óbvia - embora nem sempre tenha sido assim -, dediquei-me a desenvolver uma capacidade de adaptação que agora me permite conviver quase que pacificamente com estes movimentos.

São movimentos que me atingem e que me fazem refletir, até o último momento possível. Digo isso porque, hoje - quer dizer, já faz um bom tempo, mas hoje se intensificou -, consigo não me permitir mais, que os sentimentos se sobressaiam sobre a razão, quando se trata de alguns casos. Sempre fui um alguém que apredeu a dá adeus muito cedo. Não falo de mortes e tal, mas sim de outros bens que eu poderia um dia ter tido mas não pude ter, pelo simples fato de não ter me dedicado a tal.

Hoje, quando olho para trás, não sei se tenho orgulho ou se baixo a cabeça sobre a pessoa que fui, que sou. Não tenho mágoa de ninguém, mas muitos tem de mim - o que na verdade não me importa muito. O que realmente me importa é saber o porquê desta angústia toda que agora estou passando.

"Hoje, quando me vejo no silêncio, na iminência do sono, apenas enxergo aquele que consegue disfarçar o que lhe dói."

Sou diferente, muito diferente de muita gente. Às vezes não me acho inserido onde estou. Se olho para trás, vejo aquela criança que muito aproveitou sua infância, seus amigos, sua família. Hoje, quando me vejo no silêncio, na iminência do sono, apenas enxergo aquele que consegue disfarçar o que lhe dói. Tento depositar todas as minhas esperanças numa mudança no meu futuro, que tanto se aproxima. Todas as minhas expectativas são depositadas nele. Eu não tenho outra saída nem esperança. Será um recomeço!

Se pudesse me comparar a um desses ilustres e importantes personagens da literatura brasileira, diria que, hoje, eu sou Paulo, Paulo Honório. Aquele que vê, hoje, seus erros e, depois que tudo se destroi, tenta reviver, através de um livro, tudo que aconteceu, tentanto buscar os erros, tentanto buscar os porquês! Mas eu não sou Paulo Honório. Talvez eu seja mesmo é Fabiano. Fabiano de Vidas Secas. Aquele homem rude, sem palavras, que foi muito enganado, castigado por causa de sua ignorância. Aquele que pensa, que sonha alto, mas que sabe que são apenas sonhos, porque a realidade é outra. Basta abrir os olhos! Basta acordar!

[...]

São vários os personagens, mas prefiro me guardar ao direito de falar sobre eles. A verdade é que a vida nos ensina a cada etapa, a cada instante. Isso eu venho aprendendo a cada dia. Se antes pisava com os dois pés, agora ponho apenas o dedo mindinho.

[...]

Queria escrever mais, organizar o que escrevi. Melhorar o que falei. Mas, estou sem palavras. O silêncio, agora, é meu melhor amigo.

NOSSOS AMIGOS DE VERDADE

A melhor coisa no mundo é ter amigos. Sim, amigos: amigos de verdade. Amigos que não se cansam de ressaltar nossas qualidades, quando na verdade você só parece ter defeitos; amigos que levantam nossa alto-estima, mesmo quando ela parece ter acabado; amigos que puxam nossas orelhas quando saímos do traçado ou até mesmo aqueles que nos guiam para o traçado “errado”. Ah, como é bom ter amigos!

Acredito que a amizade é uma dádiva de Deus, é algo que nos veio como sinônimo de nossas ações para com os outros: se você tem atitudes sociáveis, se você é daqueles que está cada vez mais aberto a novas amizades, certamente, não tenho dúvidas, tem uma grande rede de amigos. Mas, isso é o que menos importa. Quantidade não é qualidade! Então vamos falar daqueles amigos que parecem ser é nossos pais, irmãos ou psicólogos (Fabiana, a psicóloga aí é você) – esses estão sempre mudando de posto: vai depender da nossa situação, entende? São aqueles que nos atendem à meia-noite (ou até mais tarde), que passam os dedos em nossa face para amparar as lágrimas que escorrem; são aqueles que nos beijam, nos abraçam, nos acariciam; são aqueles que, não importa a situação, estão sempre nos observando e jamais permitiriam que algo de ruim nos acontecesse (...).

"A diferença é que não é do seu sangue, mas do seu coração, e isso é o que importa."

As pessoas têm o costume de falar em verdadeira amizade e é nesse ponto que eu queria chegar. Ter um milhão de amigos é muito bom. É bom demais! O melhor ainda é dar bom dia aqueles que encontramos no caminho para a escola ou para o trabalho; sorrir para aqueles que vemos subir no ônibus, como sinônimo de “oi” ; ou até mesmo franzir os olhos para aqueles “nem tão chegados” que encontramos durante um passeio no shopping ou no percorrer de um corredor da escola ou da universidade. Realmente é ímpar falar para os outros que temos vários amigos, que em nosso profile do Orkut temos mil e um “amigos” e que no msn são mais dois mil e dois. Talvez você é desses que anda dizendo por aí que só no Orkut tem tantos e tantos amigos, porém, faço um desafio: quantos e quais desses “amigos” você conhece? Talvez todos (afinal, já que a palavra é conhecer. Eu posso dizer que conheço fulano ou sicrano só pelo Orkut, ou pelo msn). Mas, quantos e quais me atenderiam à meia-noite para ouvir que deu tudo errado na festa que iria bombar, e que você saiu foi chupando o dedo e ele ou ela nem ao menos deu atenção a você; quantos e quais viriam até você só para te ajudar naquela matéria que tanto te faz quebrar a cabeça; quem desses “amigos” jamais te deixaria no meio do caminho e seguia sem você?; qual desses jamais te ofereceria um cigarro de maconha ou um comprimido de êxtase naquela balada?; qual seria o amigo que nunca, nunca te forçaria a fazer algo como ficar com aquela garota ou garoto só para entrar no grupo e não ficar excluído? Será que você já tem a resposta?

A amizade exerce um grande poder sobre as pessoas. São os amigos que influenciam em nossas decisões, na maioria das vezes – claro, depois da família (quando a família exerce). É muito bom receber a visitinha daquele ser tão especial de vez em quando. Como é satisfatório ouvir o celular tocar e quando olhar no display ver que aquela pessoinha está querendo falar com você, seja para comentar sobre o que aconteceu na empresa ou na escola, ou seja para falar besteiras e blá blá blá.

O poder da amizade consiste na presença, na satisfação de ter você como amigo ou amiga. Aos meus amigos eu dedico esta postagem, especialmente aqueles que eu sei que posso confiar cegamente. Àqueles que nunca irão me abandonar quando eu precisar deles. Àqueles que torcem por mim assim como torço por eles, e que estão sempre segurando em minhas mãos para que, se eu vier a cair, eles me puxem de volta, ou, se for o caso, caem juntos comigo, porque amigo é uma extensão da família. A diferença é que não é do seu sangue, mas é dos seu coração, e isso é o que importa. Joan Carlos, João Carlos (grande João), Elvis Nathan (sempre crítico), Thiago Santos, e, não poderia esquecer de duas pessoas: Samara Moura, a minha Mara, e Nathalia de Souza (extremamente importante para mim). Quero dizer que vocês estão sob prisão perpetua em meu coração. Amo muito vocês.

Antes de encerrar, peço que dê uma ligadinha rápida ou ao menos mande uma mensagem para aquele seu amigo ou amiga que considera tão especial. Esse seu gesto pode fazer uma grande diferença. Eu já fiz a minha parte.